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Reunião entre Xi e Trump tem alerta de conflito entre EUA e China e promessa de 'portas abertas'

Publicada em 14/05/26 às 07:49h - 36 visualizações

por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo


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Xi Jinping e Donald Trump em Pequim, em 14 de maio de 2026  (Foto: Reuters)
Presidentes se encontraram em Pequim nesta quinta-feira (14). Líder chinês disse que questão de Taiwan precisa ser bem conduzida para evitar cenário 'perigoso' para os dois países.
Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, ficaram reunidos por mais de duas horas nesta quinta-feira (14), em um encontro histórico em Pequim. A reunião teve alertas sobre riscos de conflito entre os dois países e acenos para cooperação em diversos setores.
O encontro aconteceu no Grande Salão do Povo. Trump foi recebido com um desfile militar e uma apresentação de crianças chinesas que carregavam bandeiras dos dois países, além de flores.
Logo no início, Xi falou sobre a instabilidade internacional e disse que Estados Unidos e China têm mais interesses em comum do que diferenças.
“Devemos ser parceiros, não rivais. Devemos ajudar uns aos outros a ter sucesso, prosperar juntos e encontrar a forma adequada para que grandes países convivam na nova era”, afirmou Xi.
Trump também adotou um tom positivo ao comentar a relação bilateral. O presidente americano classificou o encontro como uma honra e disse acreditar que os dois países terão um “futuro fantástico”.
No entanto, o tom mudou após a reunião entre as duas delegações passar a portas fechadas. Xi alertou Trump para o risco de confronto caso a questão de Taiwan não seja conduzida de forma adequada.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o líder chinês afirmou que Taiwan é o tema mais importante na relação entre os dois países e disse que um erro na condução do assunto levaria a relação a uma situação “muito perigosa”.
Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências.
A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim.
Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas.
Enquanto o encontro acontecia, um porta-voz do governo de Taiwan afirmou que a ilha é “muito grata” ao apoio dos Estados Unidos.
Após o fim da reunião, Trump disse apenas que o encontro tinha sido “ótimo”, sem dar mais detalhes. O presidente retornou ao hotel onde está hospedado sem fazer declarações à imprensa.
G1



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